ONU diz que não havia militantes em escola bombardeada em Gaza

Uma alta autoridade da ONU negou na quarta-feira que havia qualquer militante do Hamas dentro de uma escola administrada pela entidade em Gaza, onde um bombardeio de Israel matou mais de 40 pessoas na terça-feira. O Exército israelense acusou o Hamas de usar civis como "escudos humanos" e disse que suas tropas haviam apenas reagido depois que militantes armados atiraram morteiros de dentro da escola al-Fakhora, no campo de refugiados de Jabalya. Citando relatórios de inteligência, os israelenses deram os nomes de dois homens que seriam militantes islâmicos mortos no ataque. Em uma videoconferência, John Ging, diretor de operações em Gaza para a UNRWA, a agência de ajuda humanitária da ONU e que atua na região, disse a jornalistas que estavam na sede da ONU em Nova York que ele havia visitado a escola de Jabalya durante a trégua de três horas nos combates ocorrida nesta quarta-feira. "Eu fui informado mais uma vez pela direção da escola, meus próprios funcionários, de cargos importantes, experientes, com muito tempo de serviço, que não havia militantes na escola", disse Ging. "Eu estou muito certo agora de que não havia atividade militante dentro da escola nem militantes na escola", disse Ging, reiterando um pedido por uma investigação independente. "Se alguém tem evidência em contrário, então vamos trazê-la à tona", disse Ging. John Holmes, a principal autoridade humanitária da ONU, disse na mesma coletiva de imprensa que os mais recentes números apontam para 43 mortos e 100 feridos na escola. As mortes incluem pessoas que estavam refugiadas dentro da escola e moradores de edificações próximas. (Reportagem de Claudia Parsons)

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