ONU lembra ataque que matou diplomata brasileiro no Iraque

Sérgio Vieira de Mello morreu em atentado em Bagdá que matou 22 pessoas há quatro anos

Efe,

17 de agosto de 2007 | 11h58

Os funcionários da sede da ONU em Genebra fizeram nesta sexta-feira, 17, um minuto de silêncio para lembrar o quarto aniversário do atentado contra o escritório da organização internacional em Bagdá, que terminou com 22 mortes, incluindo a do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. "Suas contribuições à paz não cairão no esquecimento", disse o diretor do escritório europeu da ONU, Serguei Ordzhonikidze, no ato de lembrança às vítimas, entre elas o brasileiro, que era representante especial no Iraque. Em seu breve discurso, Ordzhonikidze falou sobre a recente decisão do Conselho de Segurança de ampliar a presença do órgão multilateral no Iraque, que avaliou como "mais uma prova do compromisso das Nações Unidas com o povo iraquiano". No entanto, Ordzhonikidze ressaltou que "qualquer operação nesse país estará submetida às condições no terreno" e, nesse sentido, lembrou que "a segurança do pessoal sempre foi uma preocupação para a organização". A ONU ainda não divulgou quantos trabalhadores destinará ao Iraque, nem os prazos dessa mobilização, mas já vieram os protestos do Sindicato de Empregados das Nações Unidas que consideram que a situação ali é muito perigosa. Após o atentado com carro-bomba de 17 de agosto de 2003 contra o escritório de Bagdá, as Nações Unidas retiraram grande parte de seu pessoal que estava no país. A partir de abril d 2004, no entanto, começaram a retornar e atualmente quase 300 funcionários internacionais e 393 iraquianos trabalham tanto no Iraque quanto na Jordânia e no Kuwait.

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