ONU leva restos mortais de milicianos à fronteira do Líbano

Israel vai entregar 199 corpos e cinco libaneses com vida em troca dos restos mortais de dois soldados

Efe,

16 de julho de 2008 | 06h30

O primeiro veículo da ONU que transporta os restos mortais de milicianos libaneses chegou à fronteira de Israel com o Líbano, onde os corpos serão entregues ao Hezbollah, informa a imprensa do Estado judeu. Veja também:Começa a troca de presos entre Israel e o HezbollahDNA confirma que corpos são de soldados israelensesCorpos de seis jihadistas tunisianos serão devolvidos por Israel O caminhão faz parte de um comboio de 23 veículos que se encontra a caminho da passagem de Rosh Hanikra para participar da troca de prisioneiros entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah. O Estado judeu deve entregar à milícia os restos mortais de 199 presos, assim como cinco prisioneiros com vida, entre eles Samir Kuntar, considerado um sangrento assassino em Israel. No começo da manhã, dois caixões negros com os corpos dos soldados israelenses Eldad Regev e Ehud Goldwasser foram entregues pelo Hezbollah a Israel através de mediadores da Cruz Vermelha Internacional. Apesar de a emissora TV libanesa Al-Manar, controlada pelo Hezbollah, ter informado que os exames de DNA dos corpos confirmaram a identidade dos militares israelenses, os familiares de Regev e Goldwasser ainda esperam por um resultado oficial. Omri Avni e Karnit Goldwasser, pais de um dos soldados, disseram à imprensa local em sua casa de Nahariya que ainda não receberam informações concretas sobre a troca de presos entre Israel e o Hezbollah. "Vimos as imagens como todo mundo, e estamos esperando os resultados das análises e um anúncio final e oficial", manifestou o pai. Assim que for confirmada de forma oficial a identidade dos corpos liberados pelo Hezbollah, Israel deve entregar os cinco presos com vida, que estão detidos na base militar de Limam, na fronteira com o Líbano. Enquanto isso, diversos moradores de Kiryat Motzkin e Nahariya, as localidades onde vivem as famílias dos soldados, iniciaram vigílias espontâneas como sinal de solidariedade e dor.

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