ONU não pode se intrometer na Líbia, diz Kadafi

Além de críticar organização mundial, ditador afirma que 'povo da Líbia o apoia'

EFE

27 de fevereiro de 2011 | 18h10

O líder líbio Muamar Kadafi desdenhou neste domingo das novas sanções do ONU e disse que um pequeno grupo de rebeldes protestando contra seu governo seria sufocado e vencido.

 

Em uma entrevista por telefone com uma televisão sérvia, o ditador declarou que a votação de sábado do Conselho de Segurança do ONU impondo sanções de viagem e propriedades com relação a ele e alguns asessores era nula.

 

"A ONU não pode se intrometer em assuntos internos de outros países a menos que um país esteja atacando outro Estado", disse Kadafi. A emissora disse que o ditador falou a partir de seu escritório na capital líbia, Trípoli.

 

Kadafi acusou o organismo mundial de "tomar decisões a partir de reportagens da imprensa" e declarou que uma comissão da ONU deveria investigar a situação de seu país.

 

"O povo da Líbia me apoia. Pequenos grupos de rebeldes estão sufocados e serão enfrentados", assegurou. "Forças militares e policiais trocaram fogo com esses indivíduos, esses bandos de poucas pessoas morrerão", completou, negando que houve batalhas e dizendo que "atualmente não há incidentes, Líbia está absolutamente tranquila".

 

O ditador líbio reiterou que não abandonará seu país. "Estou aqui, não sairei"

 

Os rebeldes no leste da Líbia disseram neste domingo que formarão um conselho nacional que ajudará a liberar áreas que seguem no poder de Kadaffi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.