ONU pede investigação do assassinato de civis no Iraque

Nações Unidas querem que EUA responsabilizem seguradoras privadas por crimes cometidos no país

Agências internacionais,

11 de outubro de 2007 | 10h21

As Nações Unidas (ONU) pediram às autoridades americanas nesta quinta-feira, 11, que garantam que as empresas de segurança privadas que atuam no Iraque respondam pela morte de civis e alertaram contra o aumento do número de guardas particulares no país. A Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (Unami) declarou ainda que muitos civis iraquianos são mortos durante operações do Exército americano, como parte da ofensiva para assegurar a estabilidade e o fim da violência em Bagdá e nas regiões próximas da capital iraquiana. O documento de direitos humanos relatou casos de "assassinatos cometidos por vigias de empresas particulares ligados à proteção de autoridades governamentais americanas no país". Guardas contratados da empresa de segurança australiana Unity Resources Group atiraram contra um veículo que se aproximo do comboio que escoltavam na terça-feira, matando duas civis. A companhia afirma que os vigias temiam que a aproximação estivesse relacionada a um atentado suicida e abriram fogo contra o carro apenas para que ele parasse. Blackwater USA, a maior empresa americana de proteção particular para diplomatas dos EUA no país, é acusada de matar 17 civis ao abrir fogo em uma praça no centro de Bagdá em setembro. Os guardas justificam a ação dizendo que responderam a um ataque armado. Os dois incidentes provocaram a revolta de iraquianos que são contra as atitudes e o comportamento desses profissionais no país. O governo do Iraque iniciou investigações e um painel formado também pelos EUA foi criado para revisar as práticas de segurança das empresas, considerados por muitos como mercenários. Segundo o relatório da Unami, ataques aéreos já mataram 88 civis iraquianos e muitos outros ainda podem ter sido assassinados por forças do Exército durante operações militares. O documento, que apresenta dados de 1 de abril até 30 de junho, cita entre os 88 mortos o ataque em que sete crianças morreram quando helicópteros lançaram um ataque contra uma escola na fronteira com o Irã.

Tudo o que sabemos sobre:
BlackwaterIraqueEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.