ONU pede que Israel e ANP 'aproveitem' oportunidade de paz

Diálogo direto entre as partes será retomado no dia 2 de setembro, conforme anúncio dos EUA

estadão.com.br

21 de agosto de 2010 | 12h20

NOVA YORK - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse neste sábado, 21, que as próximas negociações em Washington entre palestinos e israelense são uma oportunidade única para a paz que "não deve ser desperdiçada", segundo informações da agência de notícias AFP.

 

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Ban "recebeu com satisfação a decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para começar negociações diretas, depois do convite feito pelo governo dos EUA e da declaração do Quarteto para o Oriente Médio", informou a ONU em um comunicado.

 

O secretário "crê que as negociações são a única maneira de as partes resolverem todas as questões que as envolvem e pede que ambas as partes demonstrem liderança e responsabilidade para fazer o melhor para seus povos". "Todos devemos ser conscientes de que essa é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada", completa Ban.

 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou nesta sexta a retomada de negociações de paz entre israelenses e palestinos. Segundo ela, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, devem se encontrar em Washington no dia 2 de setembro.

 

Antes, porém, Abbas e Netanyahu deverão se reunir com o presidente dos EUA, Barack Obama, em 1º de setembro, para um jantar na Casa Branca. Obama convidou também o presidente do Egito, Hosni Mubarak, o rei da Jordânia, Abdullah II, e o ex-premiê britânico Tony Blair, representante do quarteto de mediadores (EUA, Rússia, União Europeia e ONU).

 

Se realmente forem lançadas no dia 2, as negociações começarão às vésperas do fim da vigência do compromisso de Israel de não construir novos assentamentos na Cisjordânia, em 26 de setembro. Ainda não há sinais de que o gabinete de Netanyahu conseguirá prorrogar essa moratória. Do outro lado, o Hamas, grupo radical islâmico que domina politicamente a Faixa de Gaza, já indicou que rejeitará as negociações.

 

Conforme Hillary explicou, as negociações deverão cobrir todos os temas do "status final" da relação entre Israel e a ANP. Isso significa a definição de fronteiras precisas, do status político de Jerusalém e do retorno dos refugiados palestinos.

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