ONU pode ter maior participação política no Iraque

Missão proposta por EUA e Reino Unido deve conduzir questões de segurança e a reconstrução da sociedade

PATRICK WORSNI, REUTERS

10 de agosto de 2007 | 07h52

A Organização das Nações Unidas (ONU) terá sua função no Iraque ampliada para ajudar na reconciliação entre as diferentes facções do país e na promoção do diálogo com nações vizinhas, segundo uma resolução que deve ser aprovada pelo Conselho de Segurança nesta sexta-feira, 10.O novo mandato para a Missão de Assistência da ONU ao Iraque (Unami), de 4 anos, acrescentará deveres às suas antigas funções de ajudar em eleições e na monitoração dos direitos humanos. A nova responsabilidade exigirá aumento do número de funcionários em Bagdá, segundo avaliação de autoridades.A resolução foi preparada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, que invadiram o Iraque em 2003 e derrubaram Saddam Hussein. Apesar das profundas divisões dentro do Conselho de Segurança na época da invasão, a nova medida deve ser aprovada sem oposição.Alguns funcionários da ONU estão preocupados com questões de segurança, que ainda não foram totalmente resolvidas. Ainda há na lembrança deles a explosão do escritório da ONU em Bagdá, em agosto de 2003, que matou 22 pessoas, entre elas o chefe da missão, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. O ataque provocou a retirada temporária da equipe da ONU.Agora, o novo mandato prevê que a Unami "aconselhe e apoie" os iraquianos no "avanço de um diálogo nacional inclusivo e na reconciliação política", com revisão da Constituição e realização de um Censo, entre outras medidas.Além disso, a missão promoverá o diálogo do Iraque e seus vizinhos sobre temas como segurança de fronteiras, energia e refugiados, ajudará na volta de milhões de pessoas que fugiram da violência, coordenará a reconstrução e auxiliará a reforma política.

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