ONU prolonga mandato da FINUL no sul do Líbano por mais um ano

Conselho de Segurança pede que Israel e Líbano cessem hostilidades após confronto que deixou 4 mortos

Efe,

30 de agosto de 2010 | 19h59

NOVA YORK- O Conselho de Segurança da ONU ampliou nesta segunda-feira, 30, por mais um ano o mandato da Força Interina do órgão no Líbano, (FINUL), ao mesmo tempo em que recordou a obrigação libanesa e israelense de respeitar a resolução 1.701 que encerrou a guerra de 2006.

 

Em uma resolução tomada por unanimidade, os 15 membros do máximo órgão da ONU renovaram o mandato dos capacetes azuis no sul do Líbano até 31 de agosto de 2011 e os elogiaram por "criar uma nova atmosfera estratégica" na volátil fronteira com Israel.

 

O conselho também instou os dois lados a respeitarem a integridade de "linha azul", zona entre os dois países demarcada pela ONU na qual três militares libaneses e um israelense morreram em um confronto no início de agosto.

 

A "linha azul" foi fixada pela ONU em 2000 para marcar a retirada das tropas israelenses após 22 anos de ocupação no sul do Líbano, e em alguns locais a fronteira coincide com a "cerca técnica" fixada por Israel.

 

No ponto onde ocorreu o choque armado, perto da população libanesa de Adeise, existe um corredor entre a "linha azul" e a cerca técnica, um espaço de terreno que o Líbano considera como seu território.

 

O embaixador do Líbano na ONU, Nawaf Salam, agradeceu o conselho pela renovação do mandato da FINUL e seu trabalho pela consolidação da segurança no país.

 

O embaixador adjunto israelense, Haim Waxman, por sua vez, afirmou que a maior ameaça à paz enfrentada pela região é o "rearmamento" das milícias do grupo xiita libanês Hezbollah.

 

A ONU conta com cerca de 13 mil efetivos de 29 países no sul do Líbano para prevenir hostilidades entre os dois lados, apoiar as Forças Armadas Libanesas e ajudar na distribuição de ajuda humanitária aos civis.

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