ONU quer fim da impunidade a seguranças no Iraque

A Organização das Nações Unidas (ONU)quer inquéritos que determinem se seguranças particulares noIraque cometeram crimes de guerra, disseram funcionários daentidade na quinta-feira. A morte de 17 iraquianos em um tiroteio envolvendo agentesda empresa norte-americana de segurança Blackwater, emsetembro, criou tensões entre Bagdá e Washington e abriu umdebate sobre a necessidade de maior controle sobre essascompanhias, que gozam de imunidade jurídica no Iraque. Ivana Vuco, responsável da ONU para questões de direitoshumanos no Iraque, disse em entrevista coletiva que as empresasde segurança continuam submetidas ao direito humanitáriointernacional, o que significa que haveria consequênciasespecíficas para eventuais violações. "As investigações sobre se crimes contra a humanidade ecrimes de guerra estão ou não sendo cometidos e obviamente asconsequências disso são algo a que estamos prestando atenção edefendendo", afirmou. O Iraque diz haver mais de 180 empresas de segurança,especialmente norte-americanas e européias, no país, empregandoentre 25 mil e 48 mil agentes. Muitos iraquianos vêem nessas empresas exércitos privadosque agem com impunidade. As autoridades iraquianas acusam osagentes da Blackwater de terem "matado deliberadamente" os 17iraquianos no mês passado, mas a empresa diz que seus guardasreagiram dentro da lei a um ataque ao comboio que elesescoltavam. Nesta semana, duas mulheres foram mortas quando seu veículose aproximou demais de um comboio armado. A empresa UnityResources Group, que tem capital australiano, mas sede emDubai, disse que o veículo ignorou alertas para parar.

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