Opaq considera abrir inquérito sobre uso de gás cloro na Síria

O chefe da agência global para prevenção do uso de armas químicas, que monitora a destruição dos estoques de toxinas da Síria, considera lançar uma missão de coleta de evidências para investigar relatos sobre ataques com gás cloro no país do Oriente Médio, afirmaram fontes.

ANTHONY DEUTSCH, Reuters

24 de abril de 2014 | 13h18

A Síria se tornou membro da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) no ano passado, como parte de um acordo com a Rússia e os Estados Unidos para destruir seu programa de armas químicas.

O diretor da Opaq, Ahmet Uzumcu, tem a autoridade para iniciar investigações sobre denúncias de uso de armas químicas em Estados membros, incluindo a Síria, sem que seja preciso uma solicitação formal de um dos Estados membros, disse a fonte à Reuters nesta quinta.

"O diretor-geral da Opaq está considerando, em iniciativa própria, enviar uma missão investigativa", disse uma fonte.

"Várias perguntas ainda precisam ser respondidas: consentimento sírio, mandato da missão, integrantes de outras organizações, como a Organização Mundial da Saúde", disse a fonte.

Diversos dos principais aliados de Washington na Europa apoiam uma investigação sobre as mais recentes denúncias sobre o uso de gás cloro, disse a fonte.

A Síria se comprometeu a entregar ou destruir todo o seu arsenal químico até o final desta semana. O país ainda possui cerca de 14 por cento dos químicos declarados à Opaq e ainda não destruiu todas as 12 instalações de produção e armazenamento desse tipo de material.

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