Opção militar no Afeganistão é ineficaz, diz ministro iraniano

Para chanceler, apenas considerando 'desejos e dignidade do povo' haverá resultados; Obama reforçou tropas

Efe,

23 de março de 2009 | 17h53

O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, pediu nesta segunda-feira, 23, à comunidade internacional para que respeite os desejos do povo afegão, se quiser realmente contribuir para resolver os problemas do Afeganistão, e que se esqueça da opção militar, já que provou ser ineficaz.

 

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Em declarações divulgadas nesta segunda pela televisão iraniana, Mottaki estabeleceu as bases sobre qual será a postura do Irã se decidir aceitar o convite dos Estados Unidos para participar da cúpula internacional sobre o Afeganistão, prevista para finais de março.

 

"As reuniões que vão acontecer em Roma e Haia devem se concentrar nos desafios que realmente ameaçam o Afeganistão, devem respeitar o desejo do povo afegão e o valor de suas tradições", afirmou Mottaki. "Após sete anos, a comunidade internacional e os países do Ocidente, em particular, devem compreender que a opção militar no Afeganistão não deu frutos. Ficou comprovado que, só levando em conta os desejos e a dignidade do povo afegão, serão alcançados os resultados", acrescentou.

 

No dia 6, e em um gesto de aproximação sem precedentes, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, convidou o Irã a participar da citada cúpula, após anos de isolamento do regime dos aiatolás. O Irã ainda não respondeu, mas analistas na região acreditam que o país comparecerá ao evento. No mês passado, o presidente Barack Obama anunciou um reforço de 17 mil homens para a missão no Afeganistão, devido ao aumento da violência.

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