Oposição denuncia irregularidades em eleição curda no Iraque

Grupos de oposição curdos protestaram contra supostas irregularidades nas eleições curdas de sábado, mas a comissão eleitoral iraquiana afirmou que a votação foi justa.

TIM COCKS E SHAMAL AQRAWI, REUTERS

26 de julho de 2009 | 10h50

O anúncio dos resultados das eleições parlamentares e presidenciais da região autônoma curda no norte Iraque deve demorar pelo menos um ou dois dias.

A eleição não vai provavelmente afetar o domínio dos dois partidos políticos mais fortes da região nem terminar com a disputa entre os curdos e o governo iraquiano liderado por árabes sobre territórios em disputa e controle das reservas do petróleo.

O presidente curdo, Masoud Barzani, um ex-líder guerrilheiro, deve derrotar cinco rivais.

Os dois principais partidos da região, o Partido Democrático Curdo, de Barzani, e a União Democrática do Curdistão, do presidente iraquiano Jalal Talabani, se aliaram e concorreram contra mais de 20 alianças de pequenos partidos.

O grupo liderado pelo independente Noshirwan Mustafa alegou que as autoridades executaram um plano para mudar os resultados.

As denúncias da oposição incluem eleitores sem identificação, falta de acesso de observadores a zonas eleitorais e campanha depois do prazo.

A Alta Comissão Eleitoral Independente do Iraque disse que investigará protestos oficiais, mas afirmou à imprensa no sábado que a votação ocorreu sem maiores problemas.

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