Oposição pode encerrar impasse na Presidência libanesa

Chefe das Forças Armadas precisa apenas que os oposicionistas confirmem sua indicação ao cargo no país

Efe,

03 de dezembro de 2007 | 13h23

O consenso sobre o nome de Michel Sleiman, atual chefe das Forças Armadas, como próximo presidente do Líbano é quase certo depois que a maioria confirmou na noite de domingo, 2, o apoio a ele. Resta apenas que a oposição se manifeste sobre a indicação.   A chefia do Estado está vaga desde o dia 28 de novembro, fato inédito na história do Líbano, porque até agora não se chegou a um acordo sobre um candidato, por conta das profundas divergências entre maioria e oposição.   A oposição continua sem tomar uma postura oficial e o seu principal candidato, o general Michel Aoun, colocou condições para a aceitação de Sleiman: que o mandato do novo presidente seja de dois anos em lugar de seis e que o primeiro-ministro, da mesma forma que o presidente, seja eleito por consenso.   Aoun se refere ao fato de que o primeiro-ministro do país, Fouad Siniora, foi tão controvertido como o presidente em fim de mandato Émile Lahoud, já que cada um deles contava exclusivamente com o apoio de um dos grupos em disputa.   O principal ator da oposição, o Hezbollah, não se pronunciou de modo oficial sobre a candidatura do chefe do Exército, embora Sleiman fosse seu candidato desde o começo do ano, e agora se limita a afirmar que apóia qualquer decisão que Aoun tomar.

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