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Oposição secular sunita denuncia fraude em eleições no Iraque

Comissão eleitoral leva quatro dias para divulgar primeiros resultados e não anuncia números de áreas da minoria

estadao.com.br,

11 de março de 2010 | 12h50

A coalizão Al-Iraqya, do ex-premiê Iyad Allawi, formada por xiitas e sunitas seculares, acusou a comissão eleitoral iraquiana de fraude generalizada nesta quinta-feira, 11.

 

"Reportamos dezenas de violações e interferências de alguns oficiais", disse, Adnan al-Janabi, um dos líderes da coalizão, que alega ter encontrado votos jogados no lixo. Membros do partido convocaram uma entrevista coletiva ainda para esta quinta-feira.

 

Quatro dias depois da eleição, as autoridades eleitorais divulgaram as primeiras parciais da apuração em apenas duas das 18 províncias do país. A lista do premiê Nouri al-Maliki, governo da lei, lidera em ambas, as xiitas Najaf e Babel.

 

Segundo a comissão, o partido de al-Maliki lidera em Najaf, por 7 mil votos e em Babel, por 14 mil. Cerca de 30% dos votos foram apurados nestas regiões. Dados de outras províncias ainda estão sendo computados.

 

Ainda de acordo com as autoridades eleitorais, os resultados são divulgados quando 30% dos votos em cada província são contados. Resultados preliminares das outras 16 regiões do país podem sair ainda hoje, mas a contagem final deve levar dias.  

 

Nas duas províncias que alcançaram os 30% apurados, Maliki lidera com 124 mil votos, seguido pela Aliança Nacional Iraquiana, composta por xiitas religiosos, com 103 mil votos. A aliança secular entre xiitas e sunitas Al-Iraqyia, do ex-premiê Iyad Allawi, tem 40 mil votos.

 

Apesar das acusações, a Iraqyia está à frente da coalizão de al-Maliki em duas províncias ao norte de Bagdá. Resultados iniciais indicaram que após a apuração de 17% dos votos nas províncias de Salahuddin e Diyala, a coalizão de Allawi tem Bo vantagem sobre os outros blocos.

 

A eleição teve uma participação de 62%, menor que os 75% de 2005, mas desta vez eleitores sunitas compareceram em maior número e a abstenção em algumas áreas xiitas foi alta. Dificilmente algum dos blocos conseguirá a maioria necessária para formar governo no Parlamento de 325 assentos e terá de negociar uma coalizão, que pode levar meses.

 

Segundo o governador da Província de Diyala, Abdul Nasser Mahmud, do partido sunita Tawafuq, a

composição mais provável do próximo governo de coalizão no Iraque incluiria a frente liderada pelo primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, o grupo xiita sectário Conselho Supremo Islâmico do Iraque (ISCI) e os partidos curdos. Mas com o anúncio dos resultados preliminares ainda podem reservar surpresas.

 

 

Com informações da Reuters da AP e de Lourival Sant'Anna, enviado especial do Estado

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