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Opositores são presos em comemorações do ano novo persa em Teerã

Aiatolá Ali Khamenei disse que celebrações 'não estão de acordo com a lei da Sharia'

BBC

17 de março de 2010 | 10h09

TEERÃ - A Polícia do Irã disse ter prendido nesta quarta-feira, 17, 50 pessoas durante os conflitos entre oposicionistas e as forças do governo em Teerã durante as comemorações do ano novo persa. As celebrações ocorrem na véspera do feriado, mas os líderes religiosos disseram que as comemorações "não são islâmicas".

 

Houve alguns enfrentamentos entre jovens e a Polícia em Teerã, segundo as autoridades. Líderes da oposição pediram para que as pessoas não protestassem durante as festividades. Não há indícios de que esses eventos isolados venham a se tornar maiores embates entre os reformistas e o governo.

 

Jovens iranianos foram às ruas para soltar fogos de artifício, atividades tradicionais no Chaharshanbeh-Suri, ou Quarta-feira Vermelha, que ocorre poucos dias antes do ano novo persa, o Norouz.

 

O supremo líder do Irã, o aiatolá Ali Khamanei, disse que o festival não tem base nenhuma na lei da Sharia e que era uma forma herege de celebração. "Isso cria ameaças e corrupção, e é por isso que devemos evitar", disse o líder.

 

O vice-chefe da Polícia de Teerã, Ahmad Reza Radan disse à agência de notícias Isna que 50 pessoas foram presas por causar "um nível inaceitável de irritação ao público".

 

Antes das comemorações, líderes opositores pediram a seus partidários que não utilizassem o feriado como uma data para protestar contra o governo conservador de Mahmoud Ahmadinejad, como vem ocorrendo desde as eleições presidenciais de junho de 2009. Sites da oposição, porém, reportaram conflitos em vários setores de Teerã, mas as informações não puderam ser confirmadas.

 

Os opositores tem sofrido com uma crescente pressão do governo iraniano. Alguns ultra-conservadores chamam os partidários da oposição de mohareb, inimigos de deus que deveriam ser sentenciados à morte. Desde junho, nove pessoas foram condenadas à pena máxima e duas delas já foram executadas por ligação com os vários protestos que ocorreram desde junho.

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