Ordem de Israel para expulsar 'infiltrados' passa a valer hoje

Segundo primeiro-ministro palestino, ordem do exército é´"ilegal" e pode levar à deportação de milhares

13 de abril de 2010 | 11h17

MADRI - O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, qualificou nesta terça-feira, 13, como "ilegal" uma nova ordem do exército israelense que poderia levar à expulsão de palestinos residentes na Cisjordânia, segundo informações da agência de notícias AFP.

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"A ordem militar que busca deportar os palestinos ou persegui-los (...) é ilegal de todos os pontos de vista", assegurou o primeiro-ministro palestino, durante uma conferência de imprensa após uma reunião do Comitê de Coordenação da ajuda internacional a Palestina em Madri.

 

As novas normas ampliam os poderes dos comandantes militares na região para expulsar palestinos que não tenham os documentos necessários para permanecer na Cisjordânia

 

O periódico Haaretz assim como uma organização oposta à ocupação israelense na Cisjordânia, Hamoked, haviam indicado no domingo que uma nova ordem militar poderia permitir, com o objetivo de evitar "infiltrados", a expulsão ou detenção de milhares de palestinos que vivem na Cisjordânia mas que possuem outro endereço em seus documentos.

 

O exército israelense desmentiu ter a intenção de proceder com deslocamentos massivos após entrada em vigor a ordem que está prevista para esta terça-feira. As novas normas ampliam os poderes dos comandantes militares na região para expulsar palestinos que não tenham os documentos necessários para permanecer na Cisjordânia

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