Organização Mundial de Saúde volta ao Iraque após 5 anos

A Organização Mundial de Saúde (OMS)reenviou pela primeira vez desde 2003 uma equipe defuncionários expatriados ao Iraque, informou a agência da ONUnesta quinta-feira.. A OMS disse que uma equipe internacional voltoudiscretamente ao Iraque no fim de junho, restabelecendo uma"base internacional permanente" no país depois de 5 anos. As agências da Organização das Nações Unidas (ONU) seretiraram do Iraque depois de um ataque a bomba a sua sede, emagosto de 2003, mas os projetos humanitários iraquianoscontinuaram. A agência de refugiados na ONU recentemente tambémmandou sua equipe de volta ao Iraque. A OMS informou que há uma preocupação com surtos de cólerae febre tifóide devido à chegada do verão ao país. A médica Naeema Al-Gasseer, representante da OMS no Iraque,disse que há um sistema de atendimento médico e fornecimento deágua em meio aos sinais de que a cólera pode voltar. No anopassado, milhares de pessoas sofreram com a doença e dezenasmorreram. "Essa é a nossa prioridade mais urgente e nosso foco, maisuma vez, são as pessoas desalojadas, porque elas correm maisriscos", disse a médica em teleconferência com jornalistas. A cólera e a febre tifóide são transmitidas por água oualimentos contaminados. Autoridades da OMS dizem que os casosde diarréia aumentaram, mas testes de laboratório nãoconfirmaram nenhum caso de cólera. A diarréia é o sintoma mais comum da forma severa dadoença, o que pode causar desidratação e falência dos rins emapenas algumas horas. Al-Gasseer, cidadã do Barein que passou os últimos anos naJordânia comandando o programa da OMS no Iraque, disse que osespecialistas do órgão estão ajudando o Ministério da Saúdeiraquiano a expandir seus programas de vacinação e monitores dedoenças, além de melhorar o padrão do sistema de saúde. "As necessidades são enormes", disse a médica, ressaltandoque as vacinas contra hepatite e rotavírus serão aplicadas nascrianças iraquianas no ano que vem, complementando os programasde prevenção da poliomielite e do sarampo. "Nós podemos fazer mais, mas sem esquecer que a segurançacontinua a ser uma preocupação. Temos o desafio de continuarnossas abordagens inovadoras para que possamos nos mover peloIraque", disse Al-Gasseer, "No mês passado, consegui visitar uma prisão feminina,hospitais e serviços públicos de saúde fora da zona verde.Percebi uma diferença nas ruas e no movimento de pessoas",acrescentou. A zona verde é um complexo fortificado em Bagdá, que abrigao parlamento iraquiano, os gabinetes governamentais e asembaixadas estrangeiras.

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