Órgão da ONU rejeita proposta árabe de pressão para Israel aderir ao TNP

Estado judeu é um dos únicos que não assinaram o tratado; resultado é vitória diplomática dos EUA

Reuters

24 de setembro de 2010 | 10h56

VIENA - Os países integrantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) rejeitaram nesta sexta-feira, 24, uma proposta de resolução das nações árabes pressionando Israel a aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

 

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O resultado representou uma vitória diplomática para os EUA, que haviam feito campanha contra a resolução, a qual não seria de cumprimento obrigatório, mas teria uma forte carga simbólica. O governo americano temia que a aprovação perturbasse os esforços contra a proliferação nuclear no Oriente Médio e o processo de paz entre israelenses e palestinos, recentemente retomado após um hiato de 20 meses.

A resolução teve 46 votos a favor, 51 contra e 23 abstenções na assembleia geral da AIEA. A entidade tem 151 membros. No ano passado, a assembleia havia aprovado uma resolução semelhante a respeito das "Capacidades Nucleares de Israel".

Acredita-se que Israel possua o único arsenal nuclear do Oriente Médio, algo que o país não confirma nem desmente. O Estado judeu é um dos quatro únicos do mundo que não participam do TNP (os outros são Índia, Paquistão e Coreia do Norte).

Antes da votação desta sexta-feira, o representante de Israel, Ehud Azoulay, disse aos demais países na sede da AIEA, em Viena, que a aprovação da resolução representaria um "golpe fatal para qualquer esperança de futuros esforços cooperativos no sentido de uma melhor segurança regional no Oriente Médio."

Israel diz que só cogitará aderir quando houver uma paz abrangente no Oriente Médio. Participar do tratado implica abrir mão de possuir um arsenal nuclear.

Os EUA e Israel dizem que a grande ameaça nuclear do Oriente Médio é o Irã, acusado de tentar desenvolver armas atômicas secretamente - alegação que o governo iraniano rejeita.

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