Otan acredita que zona de exclusão aérea na Líbia vai durar 90 dias

Aliança deverá decidir nos próximos dias se ampliará seu papel na operação

REUTERS

25 de março de 2011 | 11h02

BRUXELAS - O planejamento da Otan para a operação da zona de exclusão aérea na Líbia estima que a missão terá duração de três meses, podendo ser mais ou menos tempo, enquanto aviões de combate ocidentais continuaram a atacar as forças de Muamar Kadafi, disse nesta sexta-feira, 25, uma porta-voz da Otan.

 

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O mandato da ONU, aprovado pelos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na quinta-fera, vai envolver dezenas de aviões dos 28 países integrantes da aliança militar e deve começar na próxima semana.

A porta-voz da Otan, Oana Lunguscu, disse que a aliança vai decidir nos próximos dias se ampliará seu papel na missão para assumir o comando dos ataques para proteger os civis, uma missão realizada atualmente pela coalizão liderada por França, EUA e Grã-Bretanha.

Enquanto isso, disse ela, "a operação da coalizão vai continuar a pressionar o regime líbio".

Perguntada sobre o calendário para a missão da zona de exclusão aérea, a porta-voz da Otan disse: "Boa parte do planejamento teve como base uma janela de três meses, mas se o comandante (da Otan) sentir que é necessário estender, então ele teria apenas que dizer. Acredito que pode ser mais ou menos."

O objetivo da missão da Otan é fechar o espaço aéreo líbio para todos os voos, com exceção a voos de ajuda humanitária autorizados, e proibiria aviões tanto das forças de Gaddafi como de seus adversários, segundo um oficial.

"Zonas de exclusão aérea são imparciais -- não há voos autorizados para esta área", disse o capitão Geoffrey Booth.

Os aviões de guerra ocidentais atingiram forças terrestres líbias em uma cidade estrategicamente importante no leste, dando sequência a uma campanha de quase uma semana que ainda não desferiu um golpe fatal nos tanques e na artilharia de Gaddafi.      

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