Otan diz que atingiu alvos militares na Líbia

Mísseis teriam atingido local de estocagem de alimentos de militares de Kadafi; organização nega informações do país de que ação tenha feito vítimas

Nick Carey, da Agência Reuters

25 de junho de 2011 | 12h59

TRÍPOLI - Mísseis da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) atingiram um local na Líbia usado pelas forças de Muamar Kadafi para estocar suprimentos militares e veículos, informou neste sábado, 25, a aliança, acrescentando que desconhecia as 15 mortes de civis informadas pela imprensa estatal líbia.

O ataque, realizado no fim da sexta-feira, 24, foi o segundo dentro de horas sobre o que a Otan chamou de alvos militares claramente identificados na cidade costeira de Brega, cerca de 200 quilômetros a oeste do reduto rebelde de Bengazhi.

A emissora de televisão estatal da Líbia afirmou que uma padaria e um restaurante foram atingidos, ferindo 20 pessoas, além dos 15 mortos. A agência de notícias estatal Jana disse que um ataque no mesmo local na própria sexta já tinha matado cinco civis. "Não temos indicações de vítimas civis em conexão a esses ataques", disse uma autoridade da Otan. "O que sabemos é que os edifícios que atingimos eram ocupados e usados por forças pró-Gaddafi para direcionar ataques contra civis nos arredores de Ajdabiya."

Um correspondente da Reuters na capital Trípoli ouviu quatro grandes explosões no momento em que aviões sobrevoavam a cidade em duas ocasiões deste sábado.

A Otan reconheceu pela primeira vez na semana passada que um de seus ataques na ofensiva que já dura três meses causou vítimas civis, provocando preocupações dentro da aliança.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou que a credibilidade da Otan estava em jogo e pediu o fim da ofensiva. Em um discurso televisivo nesta semana, Gaddafi chamou a aliança de "assassinos" e prometeu lutar até a morte para permanecer no poder.

No que poderia ser um incentivo para os rebeldes caso eles consigam ter acesso às notícias, quatro membros da seleção líbia de futebol, treinada pelo brasileiro Marcos Paquetá, e outras 13 personalidades da modalidade foram para o lado dos rebeldes, informou a BBC.

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