Otan precisa se preparar para reagir a ameaça química da Síria, diz Kerry

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse nesta terça-feira que a Otan precisa considerar o seu papel na crise síria, incluindo quão preparada está A aliaça em termos práticos para responder a uma possível ameaça de armas químicas.

Reuters

23 de abril de 2013 | 14h36

Kerry disse em uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan, em Bruxelas, que o planejamento que a aliança já havia feito era apropriado, e acrescentou: "Devemos também considerar cuidadosamente e coletivamente como a Otan está preparada para responder para proteger seus membros de uma ameaça da Síria, incluindo qualquer potencial ameaça de armas químicas."

A Otan, a aliança militar de 28 países liderada pelos EUA, tem dito repetidamente que não tem intenção de intervir militarmente na guerra civil da Síria.

No entanto, a Otan enviou baterias de mísseis Patriot para a vizinha Turquia para ajudar a defender o membro da aliança contra um possível ataque de mísseis da Síria.

Mais cedo nesta terça-feira, o principal analista de inteligência do Exército de Israel afirmou que as forças do governo sírio haviam usado armas químicas --provavelmente gás nervoso-- em sua luta contra os rebeldes que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad.

O presidente dos EUA, Barack Obama, classificou o uso de armas químicas como uma "linha vermelha" para os Estados Unidos, que iria desencadear uma ação não especificada dos EUA.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que a Otan está "extremamente preocupada com o uso de mísseis balísticos na Síria e o possível uso de armas químicas".

(Reportagem de David Brunnstrom, Justyna Pawlak e Adrian Croft)

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