Otan quer 4.000 soldados a mais no Afeganistão

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse na quarta-feira que a aliança precisaria ter 4.000 soldados a mais no Afeganistão para dar segurança na eleição presidencial de agosto.

JONATHON BURCH E SAYED SALAHUDDIN, REUTERS

18 de março de 2009 | 10h24

A violência no Afeganistão está em seu maior nível desde a invasão norte-americana do final de 2001, que foi essencial para derrubar o regime do Taliban. Cerca de 5.000 pessoas, inclusive mais de 2.000 civis, morreram em combates só no ano passado, segundo a ONU.

Scheffer reivindicou mais quatro batalhões para a eleição de 20 de agosto. Um batalhão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tem um pouco menos de mil soldados. Atualmente, há cerca de 70 mil militares estrangeiros no Afeganistão.

A eleição é vista como um importante teste do progresso no Afeganistão, e analistas dizem que seu sucesso ou fracasso irá ofuscar qualquer outro fato deste ano.

Os EUA vão enviar 17 mil soldados adicionais para o país ao longo do próximo ano, e os comandantes da Otan também solicitaram que seus países membros enviem contingentes temporários para dar garantias na eleição. Até agora, a aliança não havia citado números.

A militância do Taliban tem sido capaz de se espalhar e intensificar nos últimos anos, o que desestimula alguns países da Otan a enviarem soldados para áreas onde os militantes são mais ativos.

A Alemanha, terceiro país com mais forças no Afeganistão (cerca de 3.500), já se comprometeu a enviar 600 soldados adicionais para a eleição.

Pela Constituição, a eleição deveria ocorrer na primavera local, mas foi adiada para agosto (no verão) por causa do clima e para que as tropas estrangeiras tenham mais tempo para impor segurança.

O mandato do presidente Hamid Karzai, de cinco anos, deveria terminar em 21 de maio, e ele ainda não anunciou se disputará um novo período.

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