Outubro é o mês menos sangrento no Iraque, mostra relatório

Governo iraquiano aponta para a diminuição da violência no País e vê sucesso em planos de segurança dos EUA

Efe,

01 de novembro de 2007 | 14h56

Relatórios oficiais do governo iraquiano publicados nesta quinta-feira, 1, asseguram que a violência no país diminuiu de maneira que se pode assegurar que os planos de segurança alcançaram o objetivo de controlá-la. O estudo diz que o assassinato de civis foi reduzido em outubro, que se transforma assim no mês menos sangrento do ano. Segundo os relatórios, elaborados com dados dos ministérios de Interior, da Defesa e da Saúde, 758 civis iraquianos morreram no mês de outubro e 1.038 ficaram feridos. Além disso, foram achados 157 corpos em diferentes pontos da capital e 130 membros das forças de segurança perderam a vida. É o nível de violência mais baixo desde fevereiro de 2006, segundo os dados do documento. Naquele mês, um atentado contra um mausoléu xiita em Samarra, gerou uma violência sectária que se estendeu por todo o país e matou milhares de pessoas. O número de vítimas entre as fileiras do Exército americano também foi consideravelmente reduzido. Segundo os comunicados militares americanos, em outubro morreram 36 soldados, bem menos que os 66 de setembro. Em fevereiro, o governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki lançou um plano de segurança conhecido como "Aplicamos a Lei" no qual colabora o Exército americano e que coincidiu com um aumento do número de soldados do Iraque. Com este plano do qual participam cerca de 90 mil soldados de ambos os exércitos, pretende-se acabar com a violência sectária, os esquadrões da morte, as atividades das milícias xiitas e as operações da insurgência e de grupos terroristas como a Al-Qaeda.

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueViolênciaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.