Painel israelense isenta governo e marinha em ataque a navio

Um inquérito israelense absolveu neste domingo o governo de delito na sangrenta apreensão de um navio de ajuda humanitária turco que tentava furar um bloqueio à Faixa de Gaza, dizendo que os passageiros foram os responsáveis pela violência.

DAN WILLIAMS, REUTERS

23 de janeiro de 2011 | 11h51

A Comissão Turkel, cujo relatório formará o núcleo da defesa de Israel em uma investigação da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o incidente, ocorrido em 31 de maio, endossou o fechamento do mar, mas pediu revisões de Israel sobre como impor sanções aos líderes do Hamas, em Gaza, e poupar os civis da região.

O resultado deve ser rechaçado pela Turquia, que teve nove cidadãos mortos por israelenses em combates ocorridos dentro do navio Mavi Marmara.

Os laços entre a Turquia e o Estado judaico, que já foram fortes, afundaram, e Ancara exigiu desculpas formais e indenização para os mortos e feridos. Israel se negou a atender as exigências.

A Comissão Turkel disse que o bloqueio a Gaza era justificado devido à ameaça de fornecimento de armas ao Hamas e aos esforços de Israel para manter suprimentos humanitários a palestinos comuns na região.

"Mesmo que o bloqueio naval... tivesse sido considerado fora das exigências das leis internacionais, indivíduos ou grupos não têm o direito de tomar a lei em suas próprias mãos e quebrar o bloqueio", informou o relatório, que tem 245 páginas, referindo-se a ativistas pró-Palestina que estavam na flotilha.

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