Países árabes propõem fornecer urânio ao Irã

Os países árabes do golfo Pérsico que sãoaliados dos Estados Unidos estão dispostos a criar uma entidadeque forneça urânio enriquecido para o Irã, para tentar acabarcom o impasse nuclear entre o país e o Ocidente, disse oministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita a umarevista na quinta-feira. Arábia Saudita, Kuweit, Omã, Catar, Barein e EmiradosÁrabes Unidos têm a mesma preocupação que os EUA quanto aoprograma nuclear iraniano, temendo que o país esteja querendoproduzir bombas atômicas -- coisa que o Irã nega. "Propusemos uma solução, que é criar um consórcio paratodos os usuários de urânio enriquecido no Oriente Médio",disse o príncipe Saud al-Faisal, ministro das RelaçõesExteriores saudita, à revista Middle East Economic Digest(MEED). "Os EUA não estão envolvidos, mas não acho que eles serãohostis, e isso resolveria uma importante área de tensão entre oOcidente e o Irã", disse ele à revista semanal, feita emLondres. "Faremos isso de forma coletiva através de um consórcio quefará a distribuição de acordo com as necessidades, dando paracada usina a quantidade necessária, e garantindo que o urânioenriquecido não seja usado em armas atômicas", disse opríncipe, segundo o site da revista na Internet. O príncipe Saud, que estava na Grã-Bretanha, afirmou que oIrã estava analisando a proposta, que prevê a construção de umausina em um país neutro. "Não acho que os outros países árabes vão recusar. Naverdade, outros países árabes manifestaram o desejo departicipar da proposta", disse ele. "Eles (o Irã) respoderam que é uma idéia interessante e quevão nos responder. Esperamos que os iranianos aceitem. Vamoscontinuar falando com eles e pedir que não apenas encarem aquestão da perspectiva da necessidade de energia do Irã, mastambém dos interesses da segurança na região." O Irã não deu declarações imediatas sobre a proposta.Muitos países da região dizem estar pensando em usar energianuclear para suprir sua demanda por energia elétrica.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.