Países da Otan dão resposta tímida a apelo para o Afeganistão

Os EUA pediram aos seus aliados da Otan, nesta quinta-feira, que façam sua parte no Afeganistão e enviem mais soldados para reforçar o esquema de segurança para as eleições presidenciais de agosto, mas receberam apenas uma resposta limitada. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse que não vai propor um número específico de tropas extras da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em reunião de ministros de Defesa da aliança na cidade polonesa de Cracóvia. Gates pediu, no entanto, o envio por um curto período de soldados da força de resposta rápida da aliança, a NRF (na sigla em inglês), que nunca foi usada. "É uma nova administração que está preparada para assumir compromissos adicionais com o Afeganistão. Mas, certamente, haverá expectativa de que os aliados devem fazer mais também", disse a repórteres. O presidente dos EUA, Barack Obama, autorizou esta semana o envio de 17.000 soldados norte-americanos para o Afeganistão, elevando o contingente dos EUA no país para 55.000 soldados, somados aos 30.000 dos outros 40 países, grande parte deles da Otan, que já operam no Afeganistão. Alguns aliados europeus anunciaram planos para o envio de novas tropas, mas centenas e não milhares, e a Alemanha disse que a NRF não deveria ser usada no caso afegão. "A NRF não deveria ser usada como reserva", disse o ministro de Defesa da Alemanha, Franz Josef Jung, à repórteres em Cracóvia. Gates disse no encontro que assumir um compromisso maior não deve ser tarefa somente dos EUA, mas que "precisa ser equalizada entre todos os aliados", disse o porta-voz da Otan James Appathurai. "Eu estou confiante que enquanto nos aproximamos das eleições as forças necessárias serão fornecidas", disse ele. Segundo Gates, Washington sondaria a opinião dos aliados para a revisão da estratégia norte-americano no Afeganistão, que deve reforçar a necessidade de uma melhor formação policial, governantes e desenvolvimento. Autoridades dos EUA têm sentido frustração com a relutância europeia assumir um novo compromisso de longo prazo sobre suas tropas e Gates disse que seria improvável o anúncio em breve de reforços. (Reportagem adicional de Gabriela Baczynska)

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