Países decidem levar adiante sanções contra o Irã, dizem EUA

Governo afirma que potências discutem 4ª rodada de restrições por rejeição em acabar com programa nuclear

Agências internacionais,

06 de agosto de 2008 | 11h59

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, França, Reino Unido e China) e a Alemanha decidiram nesta quarta-feira, 6, avançar em uma quarta rodada de sanções contra o Irã, devido à rejeição iraniana em interromper seu programa nuclear. EFE   "O grupo dos seis está discutindo os próximos passos no Conselho de Segurança e começando a considerar uma nova resolução", de sanções contra Teerã, segundo afirmou nesta quarta o porta-voz adjunto do Departamento de Estado dos EUA, Gonzalo Gallegos.   O Irã enviou na terça um documento de uma página ao chefe de política externa da União Européia (UE), Javier Solana, pedindo esclarecimentos sobre a oferta do pacote de incentivos em troca da suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio. "Estamos muito desapontados que o Irã tenha falhado novamente em dar a Solana uma resposta clara para a generosa proposta de incentivos", disse Gallegos, afirmando que carta parecia ser uma tática para atrasar as negociações.   Gallegos afirmou que as potencias concordaram que não há outra escolha a não ser a imposição de novas medidas contra Teerã. Mais cedo, a França afirmou que o Irã não deu a resposta esperada ao pacote, segundo manifestou o Ministério das Relações Exteriores da França. "O documento meramente instrumental que vimos não fornece a resposta que era esperada depois da reunião de 19 de julho em Genebra", disse Romain Nadal, porta-voz da chancelaria francesa.   Em Viena, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou que o vice-diretor-geral da entidade visitará Teerã na quinta-feira para discutir com autoridades iranianas o programa nuclear do país. Um porta-voz recusou-se a fornecer detalhes.   Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de não-proliferação Nuclear, do qual é signatário.   Em seus relatórios, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) têm informado não haver sinais de um programa nuclear com fins militares e os serviços secretos dos EUA divulgaram relatório há alguns meses afirmando ter evidências de que um programa nuclear militar mantido pelo Irã teria sido encerrado em 2003.

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