Países ocidentais manifestam preocupação com execuções no Irã

Países ocidentais manifestaram naquinta-feira preocupação com o número crescente de execuções noIrã, assim como com o "tratamento das mulheres como cidadãos desegunda categoria". Enviados de Canadá e Portugal, este último falando em nomeda União Européia, criticaram a República islâmica numa sessãodo Conselho de Direitos Humanos da Organização das NaçõesUnidas (ONU). O canadense John Von Kaufmann disse que a situação dosdireitos humanos no Irã, que está se deteriorando, representauma violação das obrigações do país diante das leisinternacionais e domésticas. "O Canadá está preocupado com o tratamento das mulherescomo cidadãos de segunda categoria sob a lei iraniana, e com asupressão das manifestações pacíficas em apoio aos direitos dasmulheres", afirmou ele. As relações entre o Irã e os países ocidentais estão tensasdevido ao programa nuclear iraniano, suspeito de servir defachada para desenvolver armas atômicas. O Irã alega que oprograma é pacífico e só visa a produzir energia elétrica. A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, LouiseArbour, disse ter pressionado as autoridades iranianas nasemana passada, em negociações em Teerã, a garantir o direitode manifestação, e levantado o assunto da execução deadolescentes. O Irã, que não é membro pleno do conselho, costumadesqualificar as acusações de violar os direitos humanos,acusando o Ocidente de adotar dois pesos e duas medidas. O número de execuções no país, muitas feitas em público,subiu desde julho, com uma operação repressiva contra o que oIrã chama de "comportamento imoral". Pela sharia iraniana, homicídio, estupro, adultério,assalto a mão armada, apostasia e tráfico de drogas sãopassíveis de pena de morte. A agência oficial Irna afirmou na quinta-feira que trêspessoas foram enforcadas pelo envolvimento em um ataque a bombano sudoeste do país. A Anistia Internacional, segundo quem o Irã tem uma dasmais altas taxas de execuções no mundo, afirmou na semanapassada que tinha o registro de 210 execuções só este ano. Noano passado, tinham sido 177.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.