Ariel Schalit/AP
Ariel Schalit/AP

Palestino invade embaixada turca em Israel, faz dois reféns e é preso

Controlado após troca de tiros, suspeito é interrogado e levado de ambulância pela polícia

estadão.com.br,

17 de agosto de 2010 | 13h58

TEL AVIV - Um palestino armado com uma faca e uma pistola de brinquedo invadiu a embaixada da Tuquia em Israel nesta terça-feira, 17. Ele chegou a manter o cônsul e sua esposa reféns por duas horas, mas foi dominado e preso por guardas da representação diplomática. Ele queria obter um asilo político do governo de Ancara.

 

Os dois reféns escaparam sem ferimentos,  e o homem se trancou em uma sala da embaixada, com uma faca e uma arma de brinquedo, ferido na perna, até ser rendido e interrogado. Sete horas depois de entrar no prédio, ele foi entregue às autoridades israelenses e deixou o local numa ambulância.

 

Em comunicado, o ministério das Relações Exteriores da Turquia informou que a pistola com a qual ele tomou os reféns era de brinquedo. Ninguém do corpo diplomático turco ficou ferido e haverá uma investigação sobre o caso.

 

De acordo com a chancelaria israelense, o palestino, identificado como Nadim Injaz,é morador de Ramallah, na Cisjordânia, e saiu recentemente da prisão após invadir a embaixada britânica, em 2006, também para pedir asilo.

 

Segundo a imprensa de Israel, o homem é procurado elas forças de segurança do país e pela Autoridade Nacional Palestina (ANP).

 

De acordo com o jornal Maariv,  o suspeito ligou para a redação dizendo estar munido com material inflamável. "Vou matar qualquer judeu que entrar aqui", disse, segundo o jornal.  

 

Channel 2 reproduziu uma ligação telefônica na qual o invasor palestino teria confirmado que mantinha dois reféns e que "explodiria a embaixada". Ainda na ligação, o suspeito teria dito que quer asilo para fugir dos "assassinos sionistas" e disse que o líder da ANP, Mahmoud Abbas, deveria morrer.

Em entrevista à rádio Israel, um advogado identificado como Shafik Buani, disse ter conversado com o suspeito por telefone. Segundo ele, Injaz ameaçou queimar a embaixada caso não obtenha asilo político.

 

A Turquia retirou seu embaixador de Tel Aviv após o ataque à flotilha humanitária que ia para Gaza, no último dia 31 de maio, quando nove militantes pró-Palestina foram mortos. 

 

Com Reuters e AP

 

Atualizada às 18h16

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