Palestino mata 8 em escola judaica de Jerusalém

Um militante palestino abriu fogo naquinta-feira em uma escola judaica de Jerusalém, matando pelomenos oito pessoas e ferindo outras dez, segundo os serviços deemergência. Foi o pior ataque em Israel dos últimos dois anos. "Era um abatedouro", disse Yehuda Meshi-Zahav, diretor daZaka (serviço judaico de ambulâncias), depois de visitar oseminário Merkaz Harav, um dos principais centros de ensinojudaico da cidade. O chefe de polícia de Jerusalém, Aharon Franco, disse queum atirador solitário entrou com uma arma automática escondidanuma caixa de papelão, realizou o massacre e foi abatido por umoficial do Exército israelense que vive perto dali e correu atéa escola ao ouvir os disparos. Antes, a polícia noticiou apresença de dois militantes palestinos. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque, que foicomemorado na Faixa de Gaza, onde uma recente incursão militarde Israel matou mais de 120 palestinos, sendo cerca de 60civis. Um porta-voz da chancelaria israelense disse que"terroristas estão tentando destruir as chances de paz, mascertamente vamos continuar as negociações de paz". O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou o ataque deJerusalém. Testemunhas disseram que o atirador invadiu o seminário,que estava muito movimentado, e abriu fogo com uma armaautomática na biblioteca. Segundo a polícia, a maior parte dosmortos tinha entre 20 e 30 anos. Foi o pior atentado em Israel desde o de 17 de abril de2006, quando um homem-bomba matou 11 pessoas e feriu 60 duranteo feriado do Pessach (Páscoa judaica) em Tel Aviv. Yitzhad Dadon, que disse a jornalistas ter alvejado oagressor, disse que o militante usava um jeans surrado edisparou contra estudantes com um rifle Kalashnikov. "Vi o atirador e ele disparou uma longa rajada. Mas aí eledesapareceu. Tornei a vê-lo quando se aproximou da porta dabiblioteca. Eu atirei duas vezes na cabeça dele. Ele começou acambalear, e outra pessoa com um rifle o acertou", contou. Cerca de 50 ambulâncias foram ao local, e a políciaprecisou conter pais desesperados por notícias de crianças queparticipavam de uma sessão de estudos alusiva ao adar, o mêsmais festivo do calendário judaico. Em frente à escola, a multidão gritava "morte aos árabes". Já na Faixa de Gaza, homens armados faziam disparos para océu em comemoração ao ataque, três dias depois do fim daofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza. "Esta é avingança de Deus", dizia um alto-falante na Cidade de Gaza.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.