Palestinos aceitam negociações, mas pedem fim de assentamentos

Moratória de construções na Cisjordânia acaba uma semana antes de reunião marcada pelos EUA

Reuters

20 de agosto de 2010 | 13h10

JERICÓ -  A Organização para Libertação da Palestina (OLP), que comanda os palestinos da Cisjordânia, confirmou no começo da noite deste sábado que participará das negociações diretas de paz com Israel mediadas no próximo dia 2 em Washington.

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Mais cedo, o principal negociador palestino para o conflito no Oriente Médio, Saeb Erekat, havia elogiado a declaração do Quarteto (ONU, UE, EUA e Rússia) sobre a retomada de negociações diretas de paz com Israel, mas não se tinha se manifestado sobre o convite feito pela secretária de Estado americana Hillary Clinton, para uma reunião trilateral com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Em comunicado divulgado simultaneamente ao anúncio de Hillary, o Quarteto pediu que israelenses e palestinos compareçam ao encontro de Washington e que Israel pare a construção de assentamentos no território ocupado.

"O comunicado contém os elementos necessários para a criação de um acordo de paz", disse Erekat.

Israel declarou uma moratória na construção de assentamentos na Cisjordânia, válida até o próximo dia 26. Os israelenses, no entanto, continuaram a construir habitações em Jerusalém Oriental, onde os palestinos pretendem erguer a capital de seu futuro Estado.

"Esperamos que o governo americano e os outros membros do quarteto e façam Israel interromper os assentamentos e tornem as palavras em atos", disse Erekat.

Israel defende que as negociações de paz sejam relançadas sem precondições. No anúncio de hoje, Hillary reafirmou que as conversas serão retomadas sem pré-requisitos.

 

Atualizada às 18h21

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