Ibraheem Abu Mustafa/Reuters
Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Palestinos comemoram troca de prisioneiros com Israel

Detentos são recebidos com festa em Gaza e em Ramallah; restante será libertado em dezembro

Reuters

18 de outubro de 2011 | 11h05

GAZA - A Faixa de Gaza e a Cisjordânia deram animadas boas-vindas nesta terça-feira, 18, para as centenas de palestinos libertados das prisões israelenses em troca de Gilad Shalit, soldado mantido em cativeiro durante cinco anos pelo Hamas, que governa o enclave.

 

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Rojões, buzinas e jovens acenando bandeiras em cima de carros fizeram barulho na cidade de Gaza, enquanto milhares se reuniram na praça central para uma aglomeração massiva. Estavam programados discursos por líderes do Hamas e conhecidos militantes recém-libertados na troca, mediada pelo Egito.

Em Ramallah, milhares lotaram a sede da presidência palestina para cumprimentar os prisioneiros libertados para a Cisjordânia. O presidente Mahmoud Abbas e Hassan Yousseff, uma das lideranças do grupo Hamas, realizaram discursos em uma rara demonstração de unidade nacional. Gaza declarou feriado nacional e as escolas foram fechadas.

A rodovia ligada à fronteira com o Egito foi transformada em uma zona militar e interditada. Dezenas de homens mascarados e armados da milícia Izz el-Deen Al-Qassam aguardavam em comboio para acompanhar os ônibus que transportavam os homens libertados à cidade de Gaza.

"Acho que o acordo representa algo grande para o povo palestino. Aqueles que ainda estão presos estão alegres por aqueles que foram libertados", disse o vice-líder exilado do Hamas, Moussa Abu Marzouk, que cumprimentou os prisioneiros que chegavam de Israel ao Egito.

Na Cisjordânia, centenas de palestinos acenavam bandeiras de partidos palestinos, incluindo do Hamas e do Fatah, liderado por Abbas, se reuniram em um cruzamento onde esperavam que Israel libertaria os prisioneiros. Eles dançaram, cantaram e tocaram músicas nacionais durante toda a manhã.

Israel está libertando 1.027 palestinos em troca da liberdade de Shalit. Alguns passaram 30 anos por trás das grades pelos ataques realizados contra Israel e sua ocupação dos territórios tomados durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Cerca de 100 dos 477 prisioneiros libertados na primeira fase da troca foram levados à Cisjordânia. O restante estava sendo transportado a Gaza, exceto os 41 que partiriam de avião do Cairo para o exílio na Turquia, Síria e Catar.

O Hamas e outros grupos militantes prometeram sequestrar mais reféns israelenses para serem trocados até que os 5 mil palestinos ainda detidos nas prisões de Israel sejam libertados.

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