Palestinos criticam Romney por chamar Jerusalém de 'capital de Israel'

Os palestinos acusaram o candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, nesta segunda-feira de minar as perspectivas de paz ao chamar Jerusalém de "capital de Israel", ignorando as suas próprias reivindicações sobre a cidade e boa parte da opinião mundial.

JIHAN ABDALLA, Reuters

30 de julho de 2012 | 12h20

Romney usou o termo no domingo, recebendo aplausos da plateia israelense na Cidade Santa, durante uma viagem para se apresentar como principal aliado de Israel antes da disputa eleitoral de 6 de novembro contra o presidente norte-americano, Barack Obama.

"Condenamos as suas declarações. Aqueles que falam sobre a solução de dois Estados devem saber que não pode haver Estado palestino sem Jerusalém Oriental", disse o chefe negociador palestino, Saeb Erekat, à Reuters nesta segunda-feira.

"O que este homem está fazendo aqui é apenas promover o extremismo, a violência e o ódio, e isso é absolutamente inaceitável", afirmou ele. "Suas declarações estão apenas recompensando a ocupação e a agressão".

Israel tomou Jerusalém Oriental durante a guerra de 1967. A Resolução do Conselho de Segurança da ONU condena uma lei israelense de 1980 que declarou Jerusalém a capital "completa e indivisível" do país como uma violação do direito internacional.

A maioria dos países, incluindo Estados Unidos, não reconheceu a declaração de Israel e manteve suas embaixadas na cidade costeira de Tel Aviv.

Candidatos presidenciais norte-americanos anteriores, incluindo o então senador Obama em junho de 2008, referem-se a Jerusalém como capital de Israel antes das eleições, apenas para voltar atrás quando assumem o poder e sugerir que a questão deve ser resolvida por negociações.

Um assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, Nabil Abu Rdeineh, disse que as declarações de Romney eram inúteis, ficavam no caminho de um acordo de paz e "contradiziam as posições anteriores mantidas pelo governo norte-americano".

O secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Yasser Abed Rabbo, disse que "os formuladores de política norte-americanos devem abandonar a hipocrisia e parar de tentar ganhar votos à custa dos direitos do povo palestino".

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