Palestinos da Cisjordânia fazem greve por causa de sanções de Israel

Funcionários públicos palestinos da Cisjordânia iniciaram na quarta-feira uma greve de dois dias contra um atraso salarial em decorrência das sanções israelenses.

Reuters

19 de dezembro de 2012 | 19h05

Israel está retendo cerca de 100 milhões de dólares em repasses de cobranças alfandegárias feitas em nome dos palestinos. A retenção é uma punição pela iniciativa unilateral palestina de pleitear e obter reconhecimento internacional implícito do seu Estado na Assembleia Geral da ONU.

A Autoridade Palestina, que exerce um domínio limitado sobre a Cisjordânia, já sofria uma grave crise financeira antes da decisão israelense, e em várias ocasiões neste ano atrasou os salários dos seus 153 mil funcionários.

Cerca de 50 mil servidores aderiram à paralisação na quarta-feira. As forças de segurança da Cisjordânia e o funcionalismo público da Faixa de Gaza, território palestino autônomo governado pelo grupo Hamas, não participaram.

"A greve é contra a pirataria israelense", disse Bassam Zakarnehy, dirigente do sindicato de funcionários públicos. "A situação é muito grave, e os serviços para as pessoas estão muito reduzidos pela greve."

(Reportagem de Ali Sawafta e Noah Browning em Ramallah)

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