Palestinos e israelenses negociam após pressão de Bush

Chanceler israelense e ex-premiê palestino discutem pontos críticos, como fronteiras e situação de Jerusalém

ADAM ENTOUS, REUTERS

14 de janeiro de 2008 | 09h04

Israel e os palestinos iniciaram nesta segunda-feira, 14, sua principal iniciativa de paz dos últimos sete anos, apesar das diferenças significativas nos objetivos de cada lado. A chanceler israelense, Tzipi Livni, e o ex-premiê palestino Ahmed Qurie se reuniram num hotel de Jerusalém para começar a tratar das chamadas "questões do status definitivo", como a definição das futuras fronteiras, a situação de Jerusalém e o destino dos refugiados palestinos. A retomada do processo de paz havia sido anunciada em novembro na conferência internacional de Annapolis (EUA). Na semana passada, o presidente George W. Bush fez sua primeira visita oficial a Israel e Cisjordânia e revelou a meta de que um tratado de paz seja assinado até o final do seu mandato, dentro de um ano. Uma fonte oficial israelense disse que Livni dificilmente aceitará tratar dessas questões neste estágio preliminar. "É a primeira reunião, e a primeira reunião por natureza precisa ser preparatória", disse uma fonte do governo. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, autorizaram o início das discussões sobre o status final, mas os líderes não se entendem a respeito da possível abrangência do acordo. Israel diz que Olmert busca definir uma "moldura" para o futuro Estado palestino, com sua implementação apenas depois que os palestinos conseguirem dar garantias de segurança a Israel. Abbas quer que um tratado final de paz lhe permita declarar a criação de um Estado até o final do ano. "A diferença entre a nossa posição e a dos israelenses é que esperamos ter um tratado de paz concluído até o final de 2008. Devemos ter um acordo-marco em um mês ou no máximo dois meses", disse o negociador palestino Saeb Erekat. Abbas e Olmert estão enfraquecidos internamente -- pelo controle do Hamas na Faixa de Gaza e pela guerra de 2006 no Líbano, respectivamente. Por isso, não está claro se eles teriam força para aprovar um acordo.

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