Palestinos e policiais israelenses se enfrentam em Jerusalém

Israel reforça o policiamento nas orações sagradas de sexta-feira após ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza

Agências internacionais,

09 de janeiro de 2009 | 11h15

Jovens palestinos e policiais israelenses entraram em confronto nesta sexta-feira, 9, no fim das tradicionais orações de sexta no lado leste de Jerusalém. Segundo a agência AFP, os palestinos lançaram coquetéis molotov e pedras contra as forças antidistúrbio, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo.   Veja também: Cruz Vermelha suspende temporariamente ação em Gaza Brasil despacha ajuda; Amorim visitará Oriente Médio  'Crianças crescem em bunkers', diz brasileiro em Israel Embaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        Israel reforçou o contingente policial com centenas de efetivos em Jerusalém Leste desde que as organizações palestinas e islâmicas decretaram a sexta-feira de orações como o "dia da ira", em ameaça por conta da ofensiva israelense contra o Hamas na Faixa de Gaza, que está na segunda semana. A polícia de Israel limitou o acesso de palestinos ao complexo da mesquita de Al-Aqsa - o terceiro local mais sagrado do Islã em Jerusalém. Homens menores de 40 anos foram proibidos de participar das orações muçulmanas no local, na murada Cidade Velha.   A polícia de Israel informou que um palestino armado com um machado perseguiu nesta sexta-feira pessoas em Rehovot, uma cidade no centro israelense, ferindo sem gravidade ao menos uma pessoa. O porta-voz da polícia Micky Rosenberg disse que o homem foi preso e estava sendo interrogado Segundo o porta-voz, a motivação do ataque foi política. Ele não acrescentou outros detalhes. Não estava claro se a agressão estava relacionada com a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. O ataque com o machado ocorreu na rua principal da cidade de Rehovot.   A aprovação da resolução do Conselho de Segurança da ONU por um imediato cessar-fogo na Faixa de Gaza não diminuiu a intensidade da ofensiva israelense no território, nem paralisou os ataques de foguetes do Hamas sobre Israel nesta sexta-feira. De acordo com fontes militares e testemunhas, Israel realizou pesados bombardeios em Gaza e novos disparos de foguetes foram feitos pelo Hamas nas horas seguintes à aprovação do texto da resolução pelo Conselho, na noite de quinta-feira.   O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou a resolução, classificando-a como "impraticável". Ele ressaltou que palestinos lançaram foguetes contra Israel na sexta-feira e disse o Exército vai continuar defendendo os israelenses. "O lançamento de foguetes nesta manhã somente serve para mostrar que a decisão da ONU é impraticável e que as organizações assassinas palestinas não vão aderir a ela". Um porta-voz do Hamas disse que o grupo "não está interessado" na resolução de cessar-fogo, pois não foi consultado e a resolução não atende suas demandas principais, entre elas a abertura das fronteiras de Gaza.   A campanha militar israelense em Gaza, onde centenas de palestinos - grande parte civis e crianças - foram mortos, tem sólido apoio entre os eleitores israelenses, que vão às urnas em um mês. A maioria apoia o objetivo declarado de Olmert de encerrar anos de lançamentos de foguetes pelo Hamas contra cidades israelenses.

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