Palestinos entram em confronto com polícia de Israel em complexo de Al-Aqsa

JERUSALÉM, 13 de outubro (Reuters) – A polícia de Israel recebeu uma saraivada de rochas e bombas improvisadas de palestinos em confrontos no complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, o terceiro maior santuário do islamismo, nesta segunda-feira, e quatro manifestantes foram presos.

REUTERS

13 de outubro de 2014 | 19h00

O complexo, localizado dentro dos muros da Cidade Velha de Jerusalém, vem sendo palco de confrontos recorrentes ao longo dos anos pelo temor dos palestinos do que eles classificam como uma ameaça israelense ao que os muçulmanos chamam de Nobre Santuário. Israel nega qualquer ameaça e os judeus também reverenciam o local como cenário de dois templos bíblicos destruídos.

O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, disse que os policiais foram ao complexo, também conhecido como Monte do Templo pelos judeus, depois de receberem informações de que os manifestantes planejavam iniciar um tumulto e interromper as visitas.

“Os policiais surpreenderam os baderneiros, repeliram-nos e encontraram bombas de gasolina, rochas, pedras, garrafas no local que teriam sido usados para atacar os visitantes… Foi uma iniciativa da polícia para evitar perturbações”, afirmou Rosenfeld.

Palestinos entrincheirados na mesquita atiraram projéteis contra a polícia, equipada com escudos e ocupada em remover uma barreira improvisada com arame farpado e chapas antes de lacrar o edifício com os manifestantes dentro, mostraram vídeos da polícia.

Mais tarde as tensões se amenizaram e vários manifestantes permaneceram no interior da mesquita do século 11 à medida que a noite caía, temendo serem identificados e presos se saíssem, declarou uma porta-voz da polícia.

Não houve relatos de feridos ou de outros incidentes, assim como não foi dada nenhuma razão específica para o protesto.

Há tempos os palestinos se mostram relutantes a visitas de não-muçulmanos ao complexo e, embora turistas visitem o local periodicamente, Israel proíbe judeus ortodoxos de rezarem ali por medo de escalada nas tensões.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou nesta segunda-feira haver quaisquer ações a caminho para restringir o acesso dos muçulmanos ao complexo e culpou “extremistas palestinos” pela violência.

“Estou comprometido, e Israel está comprometida, a manter o estatuto atual exatamente como tem sido há muitas décadas”.

(Por Ori Lewis)

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