Palestinos entram em confronto com tropas israelenses por local sagrado

Em Jerusalém Oriental, a polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersar ativistas que atiravam fogos de artifício e queimavam pneus

O Estado de S. Paulo

07 de novembro de 2014 | 14h54

Manifestantes palestinos entraram em confronto com forças de segurança israelenses em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia nesta sexta-feira, 7, nos confrontos mais recentes em uma onda de violência nos últimos dias pelo acesso ao local mais sagrado de Jerusalém.

No posto de travessia de Qalandia, que separa Ramallah de Jerusalém, tropas dispararam balas de borracha enquanto centenas de manifestantes marchavam, alguns lançando pedras e bombas caseiras.

Em Jerusalém Oriental, a polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que acendiam fogos de artifício e queimavam pneus, o que causou uma enorme fumaça preta no campo de refugiados de Shoafat.

A raiva dos palestinos, que ainda estão indignados com a guerra de Israel contra o movimento Hamas na Faixa de Gaza em julho e agosto, tem se concentrado nas duas últimas semanas no local mais sagrado de Jerusalém, conhecido pelos muçulmanos como Nobre Santuário e pelos judeus como Monte do Templo.

Durante décadas Israel manteve uma proibição a preces de judeus no local, que abriga o Domo da Rocha e a mesquita Al-Aqsa, do século 8. No passado, o local abrigou importantes templos judeus.

Nas últimas semanas, no entanto, houve um ganho de força nos protestos palestinos contra judeus nacionalistas de ultradireita que buscam ter acesso para orar lá.

As forças de segurança israelenses têm entrado em confronto no complexo com muçulmanos insatisfeitos com o que dizem ser um ataque à mesquita, que é administrada por autoridades islâmicas.

Na semana passada, Israel fechou totalmente o acesso ao local pela primeira vez em mais de uma década, depois que um palestino atirou com uma arma de fogo contra um ultranacionalista israelense.

Depois disso, motoristas palestinos atropelaram pedestres israelenses na cidade, matando quatro pessoas. / REUTERS

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