Palestinos estão detidos no Egito em 'condições deploráveis'

Segundo agência 'Maán', Eeles foram detidos após terem atravessado a fronteira durante dias que ficou aberta

EFE

17 de fevereiro de 2008 | 19h03

Centenas de palestinos permanecem detidos no Egito em condições tão deploráveis que alguns ameaçam se suicidar se não receberem permissão para retornar à Faixa de Gaza ou levar "uma vida digna" nesse país, informou neste domingo, 17, a agência de notícias palestina "Ma'an". Quinhentos palestinos estão detidos em um complexo esportivo na cidade de Al-Arish, no Sinai, após ter atravessado a fronteira durante os onze dias que esta permaneceu aberta depois que as forças do Hamas derrubaram a cerca metálica que separava os dois territórios. Vários palestinos denunciaram à agência que suas condições de detenção são "horrorosas" e que não dispõem de suficiente água potável, de comida nem dos serviços médicos mais básicos. Fontes da oposição política egípcia reconheceram à Agência Efe que as autoridades mantêm pelo menos 300 palestinos detidos, vários dos quais ameaçam iniciar uma greve de fome. "Estão em más condições e conseguem a comida através dos soldados, aos quais têm que pagar para que consigam alimentos", disse um político egípcio que pediu para não ser identificado. Os palestinos foram sendo transferidos a este local, próximo a Gaza, após serem detidos depois do fechamento da fronteira, no dia 3. Segundo a fonte, também foram detidos cerca de 70 egípcios que retornaram de Gaza ao Sinai depois do fechamento da fronteira. Atualmente eles estão sendo interrogados e vários já foram colocados em liberdade.

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