Palestinos explodem muro em Gaza e invadem fronteira egípcia

Milhares de palestinos entraram no Egito para comprar alimentos e combustível, furando bloqueio israelense

Reuters,

23 de janeiro de 2008 | 07h28

Militantes palestinos explodiram um muro entre Gaza e o Egito e milhares de palestinos entraram no país para comprar alimentos e combustível nesta quarta-feira, 23. Os bens essenciais se tornaram escassos no país depois que Israel bloqueou o acesso ao território. Moradores de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, disseram que um grupo de militantes, incluindo membros do Hamas, realizaram uma série de explosões durante a madrugada, demolindo cerca de 200 metros do muro da fronteira. O Hamas negou envolvimento na ação. Nos últimos meses, a fronteira tem estado praticamente fechada, num acordo entre Israel e Egito. "Trouxe tudo o que preciso para a casa para os próximos meses. Comprei comida, cigarros e até diesel para o meu carro", contou Mohammed Saeed, um dos palestinos que entraram no país. Segundo testemunhas, a polícia do Egito, mobilizada para reforçar a segurança na fronteira, ficou praticamente imóvel e permitiu aos palestinos passar. Na terça-feira, 22, Israel aliviou o bloqueio temporariamente, permitindo que fossem levados remédios e combustível para Gaza.   O governo israelense mostrou preocupação com os eventos na fronteira e pediu ao Egito que restabeleça a segurança. A secretária de Estado americano, Condoleezza Rice, declarou que os Estados Unidos esperam ver estabilidade na região, porém "o mais importante é que os interesses israelenses e as preocupações humanitárias em Gaza estejam de encontro".       Na semana passada, Israel fechou sua fronteira com a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, cortando o suprimento de combustível para a principal usina de energia do território e para postos de gasolina, além de ter barrado entrega de ajuda à região, que inclui alimentos e outros suprimentos humanitários. Enviados palestinos e israelenses já haviam se confrontado durante um debate sobre o bloqueio israelense no Conselho de Segurança da ONU na terça feira, 22. Israel alega que o bloqueio foi necessário para impedir o lançamento de foguetes por militantes palestinos contra o sul de seu território. 

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