Palestinos falam sobre unidade, mas não há sinal de progresso

Os líderes do Fatah e do Hamas reuniram-se pela primeira vez em seis meses na quinta-feira e saudaram o progresso feito em direção ao fim das divisões entre os palestinos, responsáveis pela existência de governos distintos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Entretanto, não houve sinais de avanço.

SHAIMAA FAYED, REUTERS

24 de novembro de 2011 | 15h49

O último encontro entre o presidente Mahmoud Abbas e o líder do Hamas, Khaled Meshaal, no Cairo, em maio, produziu um acordo destinado a reunir os territórios palestinos debaixo de um único governo que supervisionaria eleições marcadas para maio de 2012. Desde então, não houve progressos para a implementação das decisões.

O Hamas derrotou o Fatah em uma eleição parlamentar em 2006 e governa a Faixa de Gaza desde 2007, quando tomou o controle do território das mãos do governo Abbas.

Depois disso, o grupo que tem o apoio do Irã e da Síria formou um governo e criou uma força de segurança própria, complicando qualquer tentativa de reunir Gaza com a Autoridade Palestina, que tem o apoio do Ocidente.

Em comentários divulgados pela agência de notícias palestina Wafa, Abbas afirmou: "Não há diferenças entre nós agora". Meshaal, que vive no exílio em Damasco, afirmou: "Abrimos uma nova página de parceria."

Azzam al-Ahmed, uma autoridade sênior do Fatah, disse que os líderes iriam se reunir novamente a fim de prosseguir com as discussões sobre o novo governo, entre outros pontos.

Abbas quer que o chefe de seu governo em Ramallah, o ex-economista do Banco Mundial Salam Fayyad, permaneça como primeiro-ministro. Essa opção é rejeitada pelo Hamas e houve uma especulação recente que Abbas agora estaria disposto a ceder.

Representantes do Fatah e do Hamas também disseram que houve um entendimento de que as eleições aconteçam em maio, como aprovado no acordo. Analistas, porém, duvidam que a votação aconteça caso os lados não tenham formado um governo até lá.

Em um sinal de possível progresso, os lados anunciaram que um organismo que reúne toda a liderança palestina incumbida com a tarefa de reformular a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) vai se reunir pela primeira vez em 22 de dezembro. O organismo foi previsto pela primeira vez em um acordo de 2005 entre as facções palestinas.

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