Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Palestinos formam 'corrente humana' em protesto contra Israel

Israel desloca 6 mil policiais para evitar que manifestantes cruzem a fronteira em ato contra sanções

Agências internacionais,

25 de fevereiro de 2008 | 07h43

Milhares de palestinos formaram uma "corrente humana" na manhã desta segunda-feira, 25, na Faixa de Gaza em um protesto contra o bloqueio israelense à região. Segundo a BBC, desde a madrugada, os canais de rádio e televisão controlados pelo partido Hamas começaram a chamar a população a participar do protesto, pedindo a "maior corrente humana da história".   Israel deslocou 6 mil policiais para a região da fronteira com a Faixa de Gaza para impedir que manifestantes palestinos rompam as barreiras militares e tentem entrar no território israelense. De acordo com a avaliação de Rami Abdu, porta-voz da Comissão Palestina contra o Bloqueio, 50 mil palestinos deverão participar da corrente humana de cerca 40 quilômetros, do sul ao norte da Faixa de Gaza, para protestar contra o bloqueio israelense.   As escolas da Faixa de Gaza suspenderam as atividades e os alunos saíram para participar da corrente humana. Porta-vozes do Hamas não descartaram a possibilidade de que o protesto possa levar a multidão a se confrontar com o Exército israelense, junto à fronteira de Erez, no norte da Faixa de Gaza.   No entanto, o Hamas anunciou que o objetivo é realizar um protesto pacífico contra o bloqueio, "para mostrar ao mundo o sofrimento da população da Faixa de Gaza".   Fronteira   As autoridades israelenses se preparam para a possibilidade de que a multidão palestina tente romper o bloqueio e atravessar a fronteira em direção a Israel.   O nível de alerta em todo o país foi elevado, pois, segundo os serviços de inteligência, também existiria o risco de atentados nas grandes cidades israelenses. O Exército e a polícia receberam instruções de impedir que os palestinos atravessem a fronteira com armas não letais.   Caso haja confrontos, as forças de segurança de Israel deverão usar gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral, canhões de água e balas de borracha contra os manifestantes palestinos.   O vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, disse nesta segunda-feira à radio pública de Israel: "Sabemos como agir diante de manifestações de dezenas de milhares de pessoas. Usaremos os mesmos meios que usamos na primeira Intifada e não permitiremos que eles entrem no território israelense".   Incursão israelense   Quatro milicianos palestinos morreram nesta segunda em dois ataques aéreos e uma operação terrestre do Exército israelense na Faixa de Gaza, segundo informaram fontes sanitárias locais. Uma das vitimas é militante do Comitê Popular da Resistência, identificado como Medhat Awad, de 20 anos, segundo um comunicado enviado à imprensa em Gaza pela facção armada vinculada ao Hamas.   O miliciano morreu durante um confronto armado com tropas israelenses que efetuaram uma incursão ao sudeste da Faixa de Gaza nesta manhã, relataram testemunhas. Forças terrestres israelenses entraram na zona e tomaram posições nas imediações do aeroporto internacional da cidade de Rafah, no sul, destruído pelo Exército de Israel nos primeiros anos da Intifada de Al-Aqsa, iniciada em setembro de 2000.   Horas antes, três milicianos palestinos do movimento islâmico Hamas morreram madrugada em dois ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, informaram fontes da saúde e testemunhas dos fatos. Moawiya Hasanin, chefe do serviço de urgências do Ministério da Saúde de Gaza disse que um dos milicianos morreu em um ataque da aviação israelense no bairro Shayaia, do leste da Cidade de Gaza.   O segundo ataque, no qual morreram os outros dois militantes do Hamas, ocorreu na aldeia de Khoza, ao leste da localidade de Khan Yunes e localizada ao sul da Faixa de Gaza, acrescentou a fonte. As Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço armado do Hamas, identificaram os mortos como Hani Abu Salah e Taer Musabeh, de Khan Yunes, e Hussam Abu Hein, da Cidade de Gaza.   Em comunicado enviado a meios de imprensa em Gaza a facção armada diz que morreram em dois ataques feitos por helicópteros israelenses, que também deixaram três feridos. O Exército israelense confirmou os ataques e disse ter atingido um número indeterminado de milicianos na faixa palestina.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelGazapalestinos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.