Palestinos insistem em não negociar com Israel sem uma agenda prévia

EUA informaram que diálogo de paz poderia ser restabelecido muito em breve

Efe

20 de agosto de 2010 | 09h30

JERUSALÉM - A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) não iniciará negociações de paz com Israel sem uma agenda prévia, apesar do anúncio feito na quinta pelos EUA de que o diálogo direto está "muito, muito perto".

 

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"Nós temos uma posição muito clara que não variou. Não somos contra as negociações, mas de negociações sem uma agenda", disse nesta sexta-feira, 20, uma fonte da equipe negociadora palestina liderada por Saeb Erekat.

 

"Não se trata de precondições, como afirma Israel, mas simplesmente que se respeitem os mesmos termos de referência que se estabeleceram no processo de paz iniciado em Madri em 1990, fundamentalmente, que o Estado palestino esteja baseado nas fronteiras prévias a (Guerra dos Seis Dias de) 1967", disse a fonte.

 

Por enquanto, os negociadores palestinos permanecem "à espera de que o Quarteto (composto por EUA, Rússia, ONU e UE) emita um comunicado no qual se fixem os termos de referência das negociações diretas".

 

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, assegurou que estão "muito, muito perto de uma decisão por parte dos envolvidos para começar as negociações diretas", embora tenha reconhecido que há detalhes nos quais ainda se deve trabalhar para chegar definitivamente a este ponto. "Não está feito até que não esteja feito, mas estamos muito contentes. Acreditamos que estamos muito, muito perto de um acordo", assinalou.

 

Espera-se que o Quarteto Para a Paz no Oriente Médio emita hoje um comunicado conjunto em apoio ao diálogo direto de paz, suspenso desde dezembro de 2008, após o início da operação militar israelense contra a Faixa de Gaza, que matou mais de 1.400 palestinos, em sua maioria civis.

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