Palestinos lançam morteiros contra Israel e ameaçam trégua

Ataques contra o sul do país não deixam vítimas ou destruição; Exército israelense não retalia lançamentos

Efe e Associated Press,

24 de junho de 2008 | 09h38

Palestinos lançaram dois morteiros contra o sul de Israel nesta terça-feira, 24, na primeira violação da frágil trégua entre Israel e militantes da Faixa de Gaza, segundo afirmaram autoridades. O gabinete israelense afirmou que o ataque foi uma violação ao cessar-fogo, mas ainda não há um posicionamento oficial do governo sobre o incidente.   Não foram registradas vítimas ou danos por conta do ataque, que foi realizado por volta da meia noite de segunda. Tropas israelenses também não retaliaram o ataque, disse o Exército. O grupo palestino Jihad Islâmica assumiu a responsabilidade pelo ataque, que disse ter retaliado a morte de um membro do grupo na Cisjordânia.   O cessar-fogo mediado pelo Egito entrou em vigor na quinta-feira, e determinou o fim dos combates que mataram sete israelenses e mais de 400 palestinos - a maior parte civis - desde que o grupo islâmico Hamas assumiu o controle de Gaza. A trégua obriga ainda Israel a reduzir o bloqueio da região, reabrindo as passagens entre Gaza e o Egito e efetiva as negociações pela libertação de soldado israelense Gilad Shalit, detido pelo Hamas há dois anos.   O cessar-fogo, no entanto, não inclui a Cisjordânia, onde dois palestinos morreram durante uma operação militar israelense nas primeiras horas desta terça. De acordo com um morador de Nablus, os mortos no ataque foram um ativista do grupo extremista Jihad Islâmica e um civil baleado ao abrir a porta de seu apartamento. O Exército israelense afirma que os dois mortos eram militantes palestinos. A Jihad Islâmica jurou vingança pela morte de Tarek Juma, comandante de operações do grupo no norte da Cisjordânia.   O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, chegou nesta terça à localidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde se reuniu com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, sobre a situação na Faixa de Gaza e uma possível troca de prisioneiros palestinos e israelenses.   Segundo informações da rede Al Jazira em Sharm el-Sheikh, é possível que Olmert e Mubarak tentem agora avançar na questão dos prisioneiros, para que os palestinos libertem o soldado israelense em troca de um número indeterminado de libertações de palestinos em Israel. Segundo fontes egípcias, Mubarak concentra agora seus esforços em convencer os palestinos da conveniência de libertar Shalit, capturado pelos grupos palestinos em junho de 2006.   Matéria atualizada às 10h26.

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