Palestinos na Cisjordânia tiveram 'algumas melhoras', diz grupo

Relatório aponta que melhoras foram fruto de relativa calma em conflitos, e não de mudança de política de Israel

REUTERS

14 de junho de 2010 | 17h03

Um grupo de direitos humanos israelense apontou nesta segunda-feira, 14, "algumas melhoras importantes" na vida de palestinos na Cisjordânia ocupada, mas o relatório foi ofuscado pelo impacto de assentamentos judeus e o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.    

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Em seu relatório anual, o B'Tselem disse que a maior parte das melhoras entre janeiro de 2009 e abril deste ano foi resultado de um período de relativa calma no conflito entre israelenses e palestinos e não de uma mudança nas políticas do Estado judeu.

As mudanças positivas, afirma o grupo, incluem o alívio das restrições aos movimentos de palestinos impostas por Israel na Cisjordânia, o congelamento nas demolições de casas palestinas em Jerusalém Oriental neste ano, a redução no número de detenções administrativas - aquelas sem acusações ou julgamento - e a queda no número de mortes de israelenses e palestinos.

"A maioria das melhorias, no entanto, não resultam de mudanças da política israelense ou na legislação, mas são resultado de uma relativa calma no conflito", disse o grupo em comunicado. "Em outras áreas, as violações continuam como no passado".

A organização destacou exemplos que incluem o bloqueio à Faixa de Gaza, que Israel enfrenta pressão internacional para anular ou aliviar, e o impacto na vida de palestinos causado pelos assentamentos judeus na Cisjordânia.

Em Gaza, "a proibição quase total na importação de matéria prima e nas exportações continua a paralisar a indústria local, e mais de 70% da população necessita de ajuda de organizações internacionais para obter alimentos", disse o grupo.

Na Cisjordânia, o B'Tselem disse que os assentamentos judeus continuam a ter "repercussões severas nos direitos humanos palestinos".

Há cerca de 500.000 colonos judeus vivendo na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios capturados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. As grandes potências veem os assentamentos como um obstáculo para um acordo de paz que possa estabelecer um Estado palestino viável ao lado de Israel.

(Por Tom Perry)

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