Atef Safadi/Efe
Atef Safadi/Efe

Palestinos protestam após morte por câncer de prisioneiro em Israel

Guardas prisionais israelenses dispararam bombas de gás lacrimogêneo para conter distúrbios

Reuters

02 de abril de 2013 | 16h53

TEL-AVIV - Guardas prisionais israelenses dispararam bombas de gás lacrimogêneo para conter distúrbios provocados por presos palestinos nesta terça-feira, 2, após a morte por câncer de um prisioneiro condenado à prisão perpétua por uma tentativa de atentado contra um café israelense.

A morte de Maysara Abu Hamdeya ameaça aumentar as tensões na Cisjordância ocupada por Israel, onde os palestinos, que veem irmãos presos como heróis na luta por um Estado, realizaram vários protestos nas últimas semanas em apoio aos presos.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que Israel ignorou apelos para libertar Abu Hamdeya, de 64 anos, condenado à prisão perpétua em 2002 pelo recrutamento de um homem-bomba que plantou explosivos em um café de Jerusalém. A bomba não explodiu.

Uma porta-voz do Serviço Prisional disse que Abu Hamdeya morreu em um hospital no sul de Israel nesta terça-feira, antes da conclusão de um processo de libertação antecipada iniciado na semana passada depois que os médicos diagnosticaram o câncer como terminal.

"O governo de Israel em sua intransigência e arrogância se recusou a responder aos esforços palestinos para salvar a vida do prisioneiro", disse Abbas a integrantes do seu partido Fatah na cidade de Ramallah.

Abu Hamdeya é o segundo palestino a morrer sob custódia israelense neste ano. Arafat Jaradat, de 30 anos, morreu depois de uma sessão de interrogatório, em fevereiro. Autoridades palestinas disseram que ele foi vítima de tortura, uma alegação negada por Israel.

Os palestinos querem formar um Estado na Cisjordânia e em Gaza, com Jerusalém Oriental como sua capital, territórios que Israel capturou na guerra de 1967 entre árabes e israelenses.

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