Palestinos voltam para casa após Egito bloquear suprimento

Palestinos cruzaram o limite doEgito com a Faixa de Gaza, neste domingo, voltando para casadepois de as autoridades egípcias terem cortado o envio desuprimentos para a região de fronteira. O Egito busca vedar a fronteira e conter o fluxo decentenas de milhares de moradores necessitados de Gaza para opaís. O fluxo se iniciou na quarta-feira, quando, para escapardo bloqueio israelense à Faixa de Gaza, território governadopelo Hamas, militantes islâmicos abriram passagens na fronteiracom o Egito. Um repórter da Reuters no lado egípcio da cidade de Rafahviu centenas de palestinos deixarem o país, e somente umpequeno grupo de pessoas cruzar a fronteira para o Egito, nestedomingo. "Nós queríamos comprar comida. Estava muito difícil. Nãoconseguimos encontrar nada", disse Khalil Hamdan, de 17 anos."Nós não vamos voltar (para o Egito) porque todos os produtosacabaram." Centenas de caminhões tomavam a via que levava do Egitopara Gaza. Comerciantes em Rafah disseram ter dificuldades paraconseguir comida e cigarros. Combustível também está no fim. O ministro do Exterior do Egito, Ahmed Aboul Gheit, afirmouque o seu país adotaria medidas para retomar o controle dafronteira "o quanto antes", sem dar detalhes. Forças egípciastentaram vedar a fronteira na semana passada, mas gruposmilitantes abriram novas passagens com tratores. Na cidade de El-Arish, perto de Rafah, a polícia avisou apalestinos nas ruas que a fronteira seria logo fechada, segundotestemunhas. Os palestinos receberam instruções para caminharsomente vias que levavam de volta à fronteira e que nãoretornassem. O Egito, o primeiro país árabe a acordar a paz com Israel,não quer ser visto como um aliado do bloqueio israelense. Noentanto, as autoridades também temem a influência dosmilitantes islâmicos em seu território e os efeitos de darabrigo a tantos palestinos sem documentos de identidade. Ismail Haniyeh, premiê do governo do Hamas em Gaza, disseque enviaria uma delegação ao Cairo para discutir o controle dafronteira. (Colaboraram Nidal al-Mughrabi, de Gaza, Alaa Shahine, doCairo, e Adam Entous, Dan Williams e Avida Landau, deJerusalém)

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