Paquistão afirma que seu programa nuclear é seguro

Paquistão afirma que seu programa nuclear é seguro

Relatório, no entanto, afirma que país ainda enfrenta ameaças de grupos extremistas e de um 'Estado fraco'

12 de abril de 2010 | 20h22

Associated Press

 

WASHINGTON- O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani afirmou nesta segunda-feira, 12, que as armas nucleares de seu país estão bem guardadas, negando preocupações de especialistas nucleares sobre a segurança do pequeno mas crescente arsenal do Paquistão.

 

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"Islamabad tomou passos efetivos para a segurança nuclear, e para quadros regulatórios e administrativos", disse Gilani, que está em Washington para uma histórica cúpula nuclear de 47 países.

 

No entanto, um novo relatório de um especialista em não-proliferação nuclear de Harvard divulgado nesta segunda afirma que o arsenal paquistanês enfrenta sérias ameaças e é o menos seguro do mundo em relação a ataques ou roubos.

 

Líderes paquistaneses insistem que seu estoque é seguro e que seu país segue as regras estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

No entanto, o estudo denuncia que o Paquistão enfrenta grandes riscos em guardar seguramente suas armas. Apesar de reconhecer avanços substanciais nos últimos anos, o relatório constata que o perigo de "infiltrados com relações extremistas com militantes da Al-Qaeda ou do Taleban e de um Estado fraco" ainda persiste.

 

A cúpula, maior assembleia de líderes mundiais sediada nos Estados Unidos desde 1945, teve seu primeiro resultado tangível com o anúncio da Ucrânia de renunciar a sua reserva de urânio altamente enriquecido até 2012, eliminando a maioria do material neste ano.

 

Além disso, o presidente da China, Hu Jintao, concordou em trabalhar junto aos outros membros do Conselho de Segurança da ONU para impor uma nova rodada de sanções ao Irã.

 

Medidas específicas

 

Em uma coletiva de imprensa, Obama afirmou que espera que a cúpula sobre segurança nuclear tenha como resultado "medidas específicas e concretas que estabeleçam um mundo um pouco mais seguro".

 

A poucos minutos de inaugurar oficialmente a cúpula com uma recepção aos representantes dos 47 países presentes, Obama se disse "impressionado" pela participação dos 47 países.

 

"Creio que esse é um sinal da profunda preocupação que todos devemos ter sobre a possibilidade de um tráfico de materiais nucleares", disse Obama.

 

"Acredito que, no final, vamos ver cada país adotar ações muito específicas e concretas que farão o mundo um pouco mais seguro", destacou o líder.

 

Washington quer que a cúpula tenha como resultado medidas para garantir a segurança nuclear em um prazo de quatro anos, e evitar que materiais atômicos caiam em mãos de grupos terroristas.

 

 

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