Paquistão mata 22 militantes e pode abrir novas frentes

Tropas paquistanesas mataram 22 militantes na região de Kurram, na fronteira afeganistã, disseram autoridades no domingo, depois de o governo ter dito que poderiam ser abertas novas frentes contra militantes no noroeste.

HASSAN MEHMOOD, REUTERS

13 de dezembro de 2009 | 09h58

O Exército realizou em outubro uma grande ofensiva na região tribal de Pashtun, no Waziristão do Sul, na fronteira afegã, e afirmou que matou cerca de 600 militantes paquistaneses do Taliban, ainda que não tenha havido nenhuma verificação independente desse número.

Mas acredita-se que muitos militantes tenham fugido para outras regiões tribais Pashtun na fronteira com o Afeganistão.

Os Estados Unidos querem que o Paquistão ataque enclaves Taliban na fronteira como parte de sua estratégia para garantir a estabilidade no Afeganistão oito anos após as tropas lideradas pelos EUA terem derrubado o governo Taliban do poder.

Forças paquistanesas atacaram militantes em Kurram no sábado e no domingo e destruíram 10 de seus esconderijos, disseram autoridades.

"Quinze militantes foram mortos em bombardeios no sábado e temos notícias de outros sete mortos no domingo", disse uma autoridade do governo que não quis se identificar.

Autoridades de inteligência confirmaram o número de mortos mas uma autoridade militar afirmou que cinco soldados também foram mortos no confronto.

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