Para 70% dos iraquianos, segurança piora no país

Pesquisa indica que maioria da população quer permanência de tropas americanas no Iraque

Andrea Wellbaum, BBC

10 de setembro de 2007 | 08h22

A maioria das pessoas no Iraque, cerca de 70% da população, acredita que a segurança no país piorou em Bagdá e nos arredores - regiões para onde foram enviados cerca de 30 mil soldados americanos extras desde março -, de acordo com uma pesquisa encomendada pela BBC, pela rede americana ABC News e a japonesa NHK.   Veja também Especial sobre a ocupação do Iraque Petraeus prevê redução de tropas até 2008 EUA confiam em militares para terminar guerra Exército dos EUA anuncia morte de 9 soldados Pentágono quer base na fronteira com o Irã O levantamento foi divulgado no mesmo dia em que o comandante do Exército dos Estados Unidos no Iraque, David Petraeus, e o embaixador americano no país, Ryan Crocker, apresentam ao congresso americano uma avaliação da estratégia do governo Bush de aumentar o número de tropas no Iraque.   Os entrevistados foram perguntados se o aumento do número de tropas americanas em Bagdá e nas imediações melhoraram ou pioraram a segurança, sobre o ritmo da reconstrução, as condições para diálogo político e as possibilidades de desenvolvimento econômico. Em todas as respostas uma grande maioria diz que a situação piorou.   O número de iraquianos que querem uma retirada imediata das tropas da coalizão liderada pelos EUA também aumentou desde outra pesquisa feita em fevereiro. Porém, mais da metade dos entrevistados disseram que as tropas estrangeiras deveriam permanecer no país até que a segurança melhorasse. Mais de 2 mil iraquianos de cerca de 450 bairros nas 18 províncias do país participaram da pesquisa entre os dias 17 e 24 de agosto, que foi conduzida pelas empresas japonesas D3 Systems e KA Research Ltd e tem uma margem de erro de 2,5%.   A estratégia dos Estados Unidos foi adotada para permitir que os políticos iraquianos negociem uma reconciliação nacional, mas apenas uma pequena minoria dos entrevistados disseram acreditar que mais soldados criaram as condições para diálogo político. Além disso, quase 60% dos iraquianos consideram ataques contra forças de coalizão justificados.    Qualidade de vida A pesquisa mostra ainda que os iraquianos estão mais pessimistas do que estavam há seis meses em relação à sua vida no Iraque e às expectativas de melhoria em um médio ou longo prazo. A população se mostra insatisfeita com a falta de emprego e com a precariedade de serviços básicos, como o fornecimento de eletricidade, água e combustível. Existe insatisfação também em relação ao governo iraquiano: 65% desaprovam a atuação da administração do primeiro-ministro Nouri al-Maliki. BBC Brasil -   Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.